Grafoterapia  
Definição : Grafo - ( Do grego Grápho ) - Escrever, escrita.

Terapia - Terapêutica ( do grego therapeutiké, pelo lat. therapeutica) - Estudo dos meios adequados para aliviar ou curar doentes.

GRAFOTERAPIA - Tratamento ou terapia através da escrita.
A Grafoterapia é a educação e reeducação do gesto gráfico sob o ponto de vista Motor, Psíquico e Mental ( Streletski ).

Princípios básicos :

O gesto gráfico repetido de forma habitual e metodicamente disciplinado, influi sobre o psiquismo correspondente a esta grafia. Uma disciplina motriz educadora é capaz de corrigir estados psíquicos desviados e mórbidos. À reeducação dos movimentos pode juntar-se a auto-sugestão, fazendo-se com que os textos utilizados evoquem idéias que se desejem incutir no doente.
Como veremos mais adiante, a Grafoterapia deve ser praticada somente por profissionais qualificados. As origens da Grafoterapia estão no início de nosso século com o Doutor em Psicologia Edgar Bérrilon que apresentou na Academia de Medicina de Paris um trabalho com o título de "Psicoterapia Gráfica"; corria o ano de 1908 e a pesquisa baseava-se em indivíduos com graves transtornos de personalidade. Foi a primeira obra a respeito do assunto e causou grande impacto pelo seu ineditismo.
O Dr. Camille Strelestski apresentou na Sociedade de Medicina em Paris, em 1926, um estudo das relações existentes entre as alterações das glândulas endrócrinas e as modificações ocorridas simultaneamente na escrita.
O Dr. Strelestski mostrou a estreita vinculação entre os sinais expressos pela escrita e os existentes na alma do ser humano; dizia ele que o método visava eliminar os traços negativos da escrita, introduzindo os favoráveis.
A eficácia da Grafoterapia foi testada clinicamente na Universidade de Sorbonne entre os anos de 1929 e 1931 por Charles Henry e Pierre Janet, que foi professor de Psicologia no Colégio da França.
O Professor Henry foi Diretor do Laboratório de Sensações de Sorbonne. A pesquisa foi realizada com alcoolistas e crianças com graves perturbações de personalidade; os resultados mostraram-se positivamente além do esperado.
Outras pesquisas :
Dr. Ménard - 1932 - Disc¡pulo de Janet - Publicou o livro " La page d'écriture, méthode práctique de Psycothérapie, Graphique e Graphologique.”
Dr. Carton - Aplicou este tipo de tratamento em crianças durante a II Guerra Mundial.
A Grafoterapia prática deve suas origens ao Dr. Raymond Trillat. O tratamento com crianças afetadas pela guerra iniciou-se no ano de 1947 no Centro Médico-Psicopedagógico Claude-Bernard de Paris. Mais adiante o Dr. Trillat publicou, junto com a Dra. Huguette Mason o livro "Expérience de graphothérapie em psycopédagogie.", uma das principais obras a respeito do assunto até os dias atuais. O Professor Paul Sainte Colombe ( 1891 - 1972 ) trabalhou como consultor no Patton Hospital for Mentally na California e cita casos de cura de esquizofrenia através da escrita.
O trabalho com drogadição no Departament of Psychiatry na San Francisco Faculty of Medicine alcançou excelentes resultados. O Prof. Colombe foi sem dúvidas um dos maiores divulgadores deste método nos Estados Unidos e criou um centro de Grafoterapia que leva seu nome; após sua morte, a clínica passou a ser dirigida por sua esposa.
Na Espanha o Professor Xandró fundou um Gabinete de Grafoterapia na Sociedade de Grafologia Espanhola.
A professora Isabel Sanchez-Bernuy, vice-presidente da Sociedade Espanhola de Grafologia, possui dezenas de paciente recuperados graças a este método.
Na França destaca-se, entre outros, o Dr. da Universidade de Paris, Doutor em Pedagogia do Instituto Católico de Paris, Professor da Escola de Psicólogos Práticos e dos Cursos de Grafologia da Sociedade Francesa de Grafologia, Robert Olivaux, autor de diversas obras de Grafologia.
Recentemente foi criado na França o Groupement Professionnel International des Graphoterapeutes de Grafoterapia, formado basicamente por psiquiatras, psicólogos e terapeutas.
No Brasil existem poucos pesquisadores e certos profissionais tentam tratar a Grafoterapia como uma espécie de ciência esotérica, de prática simples e sem maiores conseqüências.
Grafoterapia não tem nada a ver com as ciências esotéricas (com todo o respeito que devemos ter). Grafoterapia, também, não é medicina ou tratamento alternativo. Grafoterapia não é "aspirina" ao alcance de qualquer um, deve ser conduzida e orientada por um profissional, médico, psicólogo, pedagogo etc.